Sábado, 4 de Abril de 2009

Flux

Agora caminho entre os inúteis...
Entre os protestantes...
Entre os calmantes...
Entre cortantes...
Cruzo com fracos.
Amaldiçoo os fúteis.

Letárgico como máquina...
deixo de ser homem
viro coisa.
de coisa sem sem nome

Mas me situo entre os mundos
e outros mundos
e mais mudos mundos
e vivo solitário
e vejo
e aquilo que só eu vejo
eu vejo e ninguém mais vê?

com a cara no pó
com a cara no chão
com a cara ao sol
com um vão na minha mão
um buraco no coração

sigo calado
sigo distante
e sigo represando
lágrimas de instantes

não paro.
permaneço
e me deparo
com o que esqueço
entristesso

morro
vivo
morro

Terça-feira, 17 de Março de 2009

Quer saber, já foi...


Não é só dizer “não adianta”. Mas temos que nos habituar e mais do que tudo sabermos nos desvencilhar de gente hostil e ríspida. Porque não tem jeito, eles estão por toda a parte. Sabe como é, aquele tipo de pessoa que é “ignorante de graça”, usa de uma ignorância rancorosa/infundada ou ainda “ignorante disse-que-me-disse”, sempre tomando as dores dos outros sem checar os fatos. Ambos sem razão aparente, vivem fazendo aquela cara de superiores (não são), de maduros (não são), de mais espertos (não são), de “cretino(a)-não-se-dirija-a-mim”, te lançando aquele olhar semi-serrado. Bem, não tem jeito, aqui e ali eles sempre estarão.

Sim, sim. Pensamos em revidar, partir pra cima, mas ser superior é não precisar demonstrar superioridade. Ao menos eu acredito nisso. Porque quanto mais uma pessoa luta para se sobressair em tempo integral, mas afunda na lama e fica com o moral mais baixo. Se não se trata de uma regra geral, ao menos é certo que isso acontece aos meus olhos.

Realmente tenho que dizer que não compreendo tamanha vontade de agredir, alfinetar, zombar, ridicularizar e outros ar’s, er’s e ir’s negativos. Para que de tanta estupidez gratuita? Não sei mesmo, e olha que me ponho muito a refletir.

Vejo que em um quadro geral estas gentes são pessoas machucadas e agredidas, sobretudo por si mesmas, então se fazem consigo, o que não fazem aos outros?

E terrível, muitas vezes já perdi o sono por situações em que me envolvi com pessoas assim. No entanto hoje decido que meu envolvimento com estes será restrito as situações sociais que nos são necessárias, e tão breves quanto for possível, ou seja, quando puder dizer “até logo” direi “adeus, e que a porta bata onde o sol não bate”.

É isso. “A gente vive e a gente aprende”. Eu vou aprendendo aos pouquinhos e esta lição já está quase decorada. Sei que não sou o único que vem sendo ensinado nesta mesma matéria, e que também da mesma forma, no final decidirá por manter distância de uns e outros. Porém, certamente mais triste do que a posição de ser alguém que vai se afastando, é a posição de ser o alguém de quem optamos por nos afastar. Mas este é o destino de quem, a cada dia com uma colher de chá, vai cavando abismos ao invés de construir pontes e reforçá-las. Não sei se sou sempre um construtor, mas tenho certeza que mesmo quando caio em abismos é por que tentava construir pontes.

Muitas vezes é tarde para voltar atrás. E tenho essa forte e triste sensação em relação a muitas pessoas na minha vida. Mas me perdoei, e isso já é tudo. Entendê-los já não mais me interessa, apenas perdoa-los e esquecê-los, nesta mesma ordem.

Afinal: “olho por olho, dente por dente e o mundo fica cego e desdentado”.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Que vale mais que 1000 palavras!


Sexta-feira, 6 de Março de 2009

A coisa


Não sei bem o que estou procurando.
É como se eu estivesse nadando em um mar de gás inebriante, e com todas as minhas forças estivesse tentando me manter sóbrio, mesmo diante da impossibilidade de fazê-lo.
Sinto-me, muitas vezes, tão enredado, tragado, ingolido, por tudo aquilo que reijeito como vida, mas que é o mais usual a todos ao meu redor.
Não posso negar que neste grande aquário de vazios, não só meus, mas socialmente generalizado, tenho obtido algumas glórias pequenas, e louvado seja Deus por elas. No entanto, nesta última semana a realidade tem me parecido pesada demais, maciça demais, oca demais, sobretudo massante demais.
O que posso concluir, no final das contas, é que me dou conta disso por que penso, e busco mais a fundo A Coisa em tudo. Assim vou nadando contra a correnteza violenta como sardinha solitária em água doce.
È um processo doloroso, triste, obviamente solitário, mas honesto comigo mesmo. Juro, luto pela minha dignidade, retidão e mais do que tudo isso, felicidade até raiz da alma. O que é artigo luxuozíssimo.
That's all.
Beijomandemeumpostal.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Alice - Você precisa conhecê-la!


"Mas de repente - de uma maneira que eu não tenho a menor pretenção de entender - eu acordei."
(Alice Walker)

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

"Litterae non entrant sine sanguine."



"A letra, com sangue, entra."

Estive fazendo algumas pesquisas sobre termos e expressões latinas e eis que encontro este provérbio. Pus-me a refletir.

Ontem mesmo discuti com um amigo sobre a sociedade "pós-moderna", o produto da história da humanidade, e concluimos que em boa parte as coisas não vão nada bem, que mudanças são necessárias e que o passado não deveria ser esquecido. Como fala a canção de Milton Nascimento:

(O que foi feito deverá - Milton Nascimento e Elis Regina)
Nos referiamos, e acredito que nesta música também o fazia Nascimento, à época do regime militar brasileiro. Momento de profunda crise, que dentro de um quadro geral, numa escala global, pode ser representado, por exemplo, pelas Guerras Mundiais. Onde o sangue de inocente foi o preço que se teve de pagar para que se pudesse reconhecer a dignidade do ser em sua essência e não a partir de "valores" estéticos, culturais, raciais religiosos, entre outros.
Esta é minha dura conclusão: muitíssimas vezes o preto no branco não vigora se não for regado por sangue, suor e lágrimas. E neste ponto meu amigo concordou comigo, neste momento parece que muito foi esquecido, e por este mesmo motivo muito mais a por se fazer, sendo que dias difíveis virão e o comodismo de não lutar tera que se deixado de lado.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Para que serve? Vol. I


Orgulho.

Para que serve o orgulho. Melhor dizendo... ainda melhor, "melhor definindo": refiro-me ao orgulho negativo, o que nos torna mais miseráveis como individuos, mas fracos e fragilizados, e não ao orgulho sobre as glórias de algo ou alguém. Capiche!?

Pois bem, para que serve este mau orgulho?

Pergunto isso por que penso que das coisas cansativas e desgastantes que existam nessa terra, uma das principais é lidar com gente execivamente orgulhosa. Sei que temos que ter nosso orgulho próprio, mas até onde devemos ir em defeza deste orgulho? E para que serve esta defesa? Ela realmente é eficaz? E ser oregulhoso realmente significa protejer nossa auto-estima? Ou essa proteção, ao invés de nos dar espíritos livres (que é a representação da auto-estima), apenas nos aprisiona mais?

E mais, será que realmente protegemos nosta auto-estima quando não cedemos em determinadas situações? Ou apenas estamos nos fechando cada vez mais nos trancafiando em nossas conchas?

Muitas perguntas?
Sim. Ponho-me a pensar sobre todas.

A única coisa que posso dize é que muita coisa boa deixa de acontecer em nossas vidas quando não cedemos, quando resistimos, quando nos fechamos, enjaulados em nós mesmo, orgulhosos.

Grande Abraço!

Jay.