
Não é só dizer “não adianta”. Mas temos que nos habituar e mais do que tudo sabermos nos desvencilhar de gente hostil e ríspida. Porque não tem jeito, eles estão por toda a parte. Sabe como é, aquele tipo de pessoa que é “ignorante de graça”, usa de uma ignorância rancorosa/infundada ou ainda “ignorante disse-que-me-disse”, sempre tomando as dores dos outros sem checar os fatos. Ambos sem razão aparente, vivem fazendo aquela cara de superiores (não são), de maduros (não são), de mais espertos (não são), de “cretino(a)-não-se-dirija-a-mim”, te lançando aquele olhar semi-serrado. Bem, não tem jeito, aqui e ali eles sempre estarão.
Sim, sim. Pensamos em revidar, partir pra cima, mas ser superior é não precisar demonstrar superioridade. Ao menos eu acredito nisso. Porque quanto mais uma pessoa luta para se sobressair em tempo integral, mas afunda na lama e fica com o moral mais baixo. Se não se trata de uma regra geral, ao menos é certo que isso acontece aos meus olhos.
Realmente tenho que dizer que não compreendo tamanha vontade de agredir, alfinetar, zombar, ridicularizar e outros ar’s, er’s e ir’s negativos. Para que de tanta estupidez gratuita? Não sei mesmo, e olha que me ponho muito a refletir.
Vejo que em um quadro geral estas gentes são pessoas machucadas e agredidas, sobretudo por si mesmas, então se fazem consigo, o que não fazem aos outros?
E terrível, muitas vezes já perdi o sono por situações em que me envolvi com pessoas assim. No entanto hoje decido que meu envolvimento com estes será restrito as situações sociais que nos são necessárias, e tão breves quanto for possível, ou seja, quando puder dizer “até logo” direi “adeus, e que a porta bata onde o sol não bate”.
É isso. “A gente vive e a gente aprende”. Eu vou aprendendo aos pouquinhos e esta lição já está quase decorada. Sei que não sou o único que vem sendo ensinado nesta mesma matéria, e que também da mesma forma, no final decidirá por manter distância de uns e outros. Porém, certamente mais triste do que a posição de ser alguém que vai se afastando, é a posição de ser o alguém de quem optamos por nos afastar. Mas este é o destino de quem, a cada dia com uma colher de chá, vai cavando abismos ao invés de construir pontes e reforçá-las. Não sei se sou sempre um construtor, mas tenho certeza que mesmo quando caio em abismos é por que tentava construir pontes.
Muitas vezes é tarde para voltar atrás. E tenho essa forte e triste sensação em relação a muitas pessoas na minha vida. Mas me perdoei, e isso já é tudo. Entendê-los já não mais me interessa, apenas perdoa-los e esquecê-los, nesta mesma ordem.
Afinal: “olho por olho, dente por dente e o mundo fica cego e desdentado”.